Prévia – Spellbreak: Jogamos o beta fechado no PS4!

Como todos nós sabemos, os battle royale se tornaram uma febre. PUBG surgiu de forma repentina, ascendeu meteoricamente e mostrou ao mundo uma nova maneira de se competir online. O game foi o grande responsável pela onda de battle royales que tem chegado à indústria nos últimos anos, causando uma mudança que parece ter chegado para ficar no mundo dos jogos.

De lá para cá, na medida em que novas franquias também conseguiam seu lugar ao sol, como é o caso de Fortnite da Epic Games e Apex Legends da Respawn Enternainment — estúdio por trás de Titanfall—, franquias já consagradas decidiam se arriscar no gênero. Call of Duty e Battlefield, por exemplo, lançaram modos battle royale em seus títulos mais recentes, como o stand alone Warzone, baseado em Call of Duty Modern Warfare, que pode ser jogado sem o jogo base ter sido comprado.

Um battle Royale com características únicas

Em meio a um cenário tão competitivo, parece que qualquer outro battle royale anunciado corre grandes riscos de passar despercebido, mas Spellbreak mostra-se empenhado em apresentar características únicas enquanto tenta fugir do padrão encontrado no gênero.

Em Spellbreak, vemos uma forte pegada de RPG, em um mundo onde os jogadores utilizam habilidades e magias para decidir quem será o último sobrevivente. Aqui, temos características que buscam pela identidade própria, incluindo um sistema de magias muito interessante que muito provavelmente funcionaria de forma satisfatória em um RPG padrão. Com seus elementos, Spellbreak mostra que quer conquistar seu lugar e tornar-se único, porém, a pergunta é: além das novas ideias, o jogo tem o suficiente para concluir seu objetivo? Confira o que descobrimos jogando o beta fechado!

Um battle royale que bebe da fonte dos RPGs

Não se surpreenda se ouvir alguém definindo Spellbreak como um jogo de RPG, e nem pense em duvidar disso. O jogo não só se encaixa no gênero, como também têm sido classificado como tal em lojas online. E a própria Epic Games é uma delas. Spellbreak bebe diretamente da fonte dos RPGs, e não estou falando de uma leve inspiração. Rapidamente o jogador é capaz de perceber que muitos elementos ali são tirados do tão conhecido e amado gênero, o que já pode ser o diferencial necessário para que o jogo conquiste a atenção de um público específico.

Magos e magias não são os únicos elementos do gênero que você encontrará aqui. Também é possível melhorar as habilidades de seu mago com pontos base de habilidade. Com seis pontos disponíveis, o jogador poderá distribuí-los entre mente, corpo e espírito. Esta distribuição pode ser feita de maneira balanceada ou focada, favorecendo uma ou duas das opções. Como se já não fosse o suficiente, o jogador também pode subir de nível. Ao fazer isso, novos talentos são desbloqueados, permitindo o desenvolvimento de suas classes e a liberação de novos itens utilizáveis. Há muito para desbloquear conforme você upa seu mago. Armaduras, emotes, emblemas… a variação é grande e a customização torna-se interessante.

Dito isso, você já deve ter se convencido de que Spellbreak realmente tem um lado RPG forte, mas isso fica ainda mais evidente ao observar de perto o campo de batalha. O belo visual cartunesco parece se esforçar para levar o jogador a um mundo fantasioso em que personagens, combates e magias demonstram um visual diretamente ligado ao gênero em que o jogo se inspira. Apesar de já estarmos acostumados com o estilo cartunesco de muitos dos battle royale oferecidos hoje em dia, Spellbreak conta com a própria identidade visual, e muito se deve ao fato de que seus combates são visualmente impressionantes e únicos.

Domine os elementos

Em Spellbreak, o jogador tem 6 classes à sua disposição, cada uma com habilidades e magias próprias. As classes apresentam a dominação de elementos diferentes, e são elas quem dão uma variedade ao combate ao mesmo tempo em que permitem duelos variados. Ao escolher uma classe, você ganhará a manopla de acordo com esta escolha, e assim será capaz de utilizar magias específicas.

Existe uma grande variação de habilidades e magias, e isto faz com que o jogador sinta que cada classe é realmente única. Cada uma delas oferece um feitiço primário e um secundário, com o primeiro sendo mais básico e podendo ser utilizado diversas vezes, enquanto o segundo tem sua recarga.

Há também a liberdade da combinar elementos (classes) uma vez que o jogador pode escolher uma manopla secundaria para sua mão direita. A diferença é que enquanto a manopla primaria também lhe dá outras habilidades desbloqueadas durante as partidas, a secundária possibilita apenas o uso dos dois feitiços. Com esta combinação, o jogador é capaz de formar combos, como tornados em chamas, nuvens de toxinas com eletricidade, e por aí vai. Com tamanha variação, os confrontos acabam se tornando encantadores na medida em que os jogadores vão aprendendo a usar e abusar das magias e feitiços.

Tempest

É a classe voadora do jogo. Controlando um poderoso tornado, o Tempest também é capaz de puxar os inimigos para perto de si. O Tempest pode controlar o vento ao seu favor, sendo capaz de se lançar para cima e, uma vez no alto, a classe causa mais danos em seus ataques. Uma classe de boa mobilidade devido à possibilidade de voar mais alto.

Toxicologist

A classe perfeita para jogadores que buscam furtividade. O Toxicologist é silencioso e letal. Ao usar a classe, o jogador pode criar nuvens de toxinas, que além de causar dano aos oponentes também permitem o uso de sua habilidade de ficar invisível por algum tempo.

Os combos de magias da classe são poderosos na mesma medida em que são bonitos. Ao utilizar uma manopla secundaria que permita as magias de fogo, o jogador poderá incendiar as nuvens de toxinas e criar um dano ainda maior aos atingidos. As combinações são variadas, e a classe parece ser uma das mais letais aqui.

Frostborn

É uma classe para os jogadores de mira certeira que aproveitam as oportunidades e procuram por investidas mais táticas.

Rápido e certeiro, o Frostborn domina o gelo para deslizar entre seus oponentes. A Ice Lance é uma magia extremamente eficaz quando utilizada de forma certeira, o que faz com que um dano considerável atinja os oponentes, no entanto, se a situação parecer complicada o Frostborn é capaz de utilizar a Flash Freeze, criando um caminho de gelo a sua frente e sendo assim deslizando para longe.

Conduit
É uma classe que mistura agilidade e bons ataques. Faça raios caírem dos céus! O Conduit domina a eletricidade. Sendo assim, é capaz de eletrocutar seus oponentes no campo de batalha. Paralisar oponentes e criar tempestades são apenas alguns exemplos do que se pode fazer.

Pyromancer

Como um bom e velho mago de RPG, o Pyromancer lança bolas de fogo sobre seus oponentes e cria paredes flamejantes que causam dano.

Em chamas após atravessar uma de suas próprias paredes conjuradas, o Pyromancer consegue recuperar seu HP conforme o tempo passa e também pode utilizar a habilidade Firefly para partir em um voo rápido. Uma ótima classe para jogadores que buscam o combate direto e aberto.

Stoneshaper

A melhor opção para quem procura uma boa defesa. Entre todas as classes de Spellbreak, esta sem dúvidas é a mais focada em táticas defensivas. No entanto, o mago das pedras também é capaz de abrir o chão, arremessar rochas e fazer até mesmo com que elas chovam sobre seus oponentes.

Gameplay interessante

Ao jogar o beta fechado de Spellbreak, fiquei surpreso com a quantidade magias e combinações possíveis. Grande diferencial do jogo, essas habilidades levam ao campo de batalha uma explosão de cores, raios e diversos outros elementos deste battle royale.

Você se vê interessado em descobrir o que é capaz de fazer, e quando uma de suas tentativas tem êxito, há uma sensação instantânea de recompensa ao ver ataques que podem lhe dar a vitória e ainda oferecem um show visual. E é com esta combinação que a importância da cooperação entre jogadores tem ainda mais brilho. Se prestar atenção aos ataques realizados por seus aliados, você pode aproveitar as oportunidades que vão surgindo para criar boas combinações, ocasionando em belas jogadas em equipe.

De olho nos itens!

Apesar de tanto beber da fonte do RPG, Spellbreak também não foge de seu gênero principal. Como qualquer outro battle royale, aqui você terá de ficar atento aos itens que encontrará pelo campo de batalha, e eles certamente oferecerão melhorias importantes em cada partida.

São amuletos que lhe dão mana, armaduras que acrescentam uma barra de defesa e botas que aumentam a velocidade do personagem. Sem fugir do padrão, os itens oferecem melhorias que já conhecemos e assim nos fazem recordar de que ainda se trata de um battle royale, por mais que em certos momentos seja possível se esquecer disso pela ambientação e pelas características dos personagens. Mas apesar de seguir fielmente o padrão, o jogo opta pela escolha que facilita a vida dos jogadores, apresentando um sistema de loot em que itens não podem ser substituídos por versões mais fracas, o que pode ajudar aqueles mais afobados no campo de batalha.

Spellbreak é lindo, frenético e único. As cores e magias de suas batalhas são um convite ao confronto, e certamente fazem o jogador ansiar por saltar novamente no mapa. A combinação de ataques e a variação de abordagens também são chamativas. Porém, também pode se dizer que é em seu ponto mais interessante que o jogo peca, pois, apesar de termos batalhas de tirar o fôlego, as mesmas podem ser consideradas um tanto rápidas e confusas, uma vez em que se perder diante de tantas magias não é algo difícil de ocorrer.

É necessário certa paciência para se adaptar ao ritmo do jogo, e isso pode não ser muito agradável para todos. O sistema de magias é excelente, mas parece não ter se encaixado com o combate rápido e direto do jogo, o que pode causar certo desanimo e até mesmo desinteresse nos jogadores que esperam desfrutar de combates mais longos e complexos.

Spellbreak oferece complexidade ao apresentar as magias, mas parece arrancá-la quase que instantaneamente quando um confronto começa. Haverão vezes em que você nem sequer saberá de onde foi atingido, e muito menos terá tempo para planejar qual combinação criará com suas manoplas. Talvez seja necessário um ajuste no combate para que o jogo possa tornar-se ainda mais interessante, e até mesmo para que seja capaz de usar todo o potencial de seu sistema de magias.

Diante de tantos jogos já estabelecidos no cenário, o game da Proletariat parece ainda ter de encontrar seu ritmo para agradar aos jogadores. Embora tenha muitos pontos ao seu favor, o combate ainda precisa de alguns ajustes para que o game prenda a atenção de seus players.

Spellbreak oferece partidas com até 60 jogadores, e modos de dupla e solo até o momento. O game está sendo desenvolvido pela Proletariat, com previsão de lançamento para PS4, Xbox One, Nintendo Switch e PC, ainda em 2020.

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